segunda-feira, 26 de julho de 2010

Heliópolis passa por reformas urbanísticas



PAC assegurará moradias de segurança para moradores de Heliópolis
Durante festiva cerimônia organizada na Favela de Heliópolis no dia 20 de maio, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) assegurará moradia digna nas favelas da região. O Complexo de Heliópolis, localizado no bairro do Ipiranga, na zona sul, passará por uma reforma: serão feitas obras que beneficiarão os 60 mil habitantes, que ocupam uma área de Um milhão de metros quadrados. No total, os projetos incluem a construção de 1.895 moradias, além de obras de pavimentação, novas escadarias, instalação de espaços de lazer e áreas verdes. O Córrego do Ipiranga será canalizado, os barracos construídos às suas margens serão retirados por estarem em áreas de alto risco de desabamento, e as famílias serão reassentadas em área regulamentadas.
Os investimentos necessários para melhorar o transporte público, moradias e saneamento virão do orçamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), dos cofres das Prefeituras da Grande São Paulo e de empréstimos concedidos ao governo do Estado e às prefeituras da cidade por organismos internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e Japan Bank for International Cooperation (JBIC).
Serão gastos R$ 175 milhões, sendo que R$ 65 milhões virão dos cofres da Prefeitura de São Paulo, que, além de obras de urbanização, está desenvolvendo o programa de regularização fundiária das favelas da capital. Há dias, legalizou a posse dos imóveis de mais de 23 mil famílias em 108 áreas públicas da cidade, ocupadas por favelas há mais de 12 anos.
“Conter o crescimento desses e de outros grandes complexos de favelas de São Paulo e urbanizá-los é uma tarefa fundamental para o ordenamento urbanístico da capital. Mas são obras caras, que exigem o esforço conjunto das três esferas de governo”, afirma Monica Garcia, assessora de impressa da EMURB (Empresa Municipal de Urbanização).
 “São Paulo quer moradia digna para milhares de famílias residentes em áreas de risco e de mananciais, além de água de boa qualidade para a população” diz o operário José Messias de Miranda.

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